Reforma Tributária e o Setor de Tecnologia: O que as empresas de TI precisam saber

A Reforma Tributária, regulamentada pela Lei Complementar 214/2025, marca uma virada no sistema de arrecadação brasileiro. E embora as mudanças afetem todos os setores, o setor de tecnologia — especialmente empresas de TI, SaaS, startups e negócios digitais — sentirá impactos distintos que exigem atenção imediata.
Neste artigo, a Exacon explica de forma clara e objetiva como a reforma impacta o setor, quais os principais desafios e onde estão as oportunidades.

 O que muda com a LC 214/2025?

A reforma extingue tributos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS, que serão substituídos por dois novos:

CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) – tributo federal
IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) – tributo compartilhado entre estados e municípios
Ambos são não cumulativos e com alíquotas uniformes, o que significa que a lógica de apuração será diferente do modelo atual — com efeitos diretos sobre margens e precificação.

 Por que o setor de tecnologia deve se preocupar?

Empresas de tecnologia, principalmente startups e modelos SaaS, operam com uma estrutura de custos diferente da indústria tradicional: há alta geração de receita com baixa aquisição de insumos físicos, o que limita o aproveitamento de créditos tributários no novo modelo.

Com isso, o setor pode sofrer aumento real na carga tributária, especialmente aquelas empresas que hoje operam sob o regime do Simples Nacional ou Lucro Presumido.

Principais impactos para empresas de tecnologia

1. Perda de regimes favorecidos

Modelos como ISS fixo municipal ou alíquotas reduzidas no Simples tendem a ser eliminados, exigindo reavaliação do melhor regime tributário.

2. Tributação uniforme de serviços

O novo sistema aplica a mesma alíquota para todos os serviços — não importa se são essenciais, digitais, locais ou globais.

3. Redução de créditos tributários

Empresas com poucos insumos dedutíveis — como desenvolvedoras de software, plataformas de streaming ou consultorias digitais — terão mais dificuldade de recuperar tributos pagos.

4. Necessidade de reestruturar contratos

Modelos de licenciamento, marketplaces, white labels e consultorias especializadas precisam ser revistos com base na nova incidência fiscal.

 Onde estão as oportunidades?

✔️ Adoção antecipada de tecnologia fiscal

Quem se adapta cedo terá mais tempo para testar cenários, evitar penalidades e ajustar a operação com precisão.

✔️ Revisão de precificação e modelo de negócio

É o momento de ajustar a precificação de SaaS, recorrência, licenciamento ou pacotes híbridos — com base na nova lógica tributária.

✔️ Planejamento tributário estratégico

Empresas que simulam múltiplos regimes, considerando margens, créditos e volume de operações, poderão identificar o melhor enquadramento tributário no novo sistema.

✔️ Acesso a crédito fiscal via inovação

A reforma também incentiva discussões sobre benefícios fiscais ligados a investimento em inovação e pesquisa (como a Lei do Bem), que pode mitigar parte da nova carga tributária.

Como a Exacon apoia empresas do setor de tecnologia?

Na Exacon, temos experiência com empresas de TI, startups e plataformas digitais que operam em modelos altamente escaláveis e com margens sensíveis à tributação. Atuamos com:

Simulações de impacto tributário no novo sistema
Análise de regime ideal para o seu tipo de serviço (SaaS, licenciamento, consultoria, etc.)
Apoio jurídico e contábil na reestruturação contratual e societária
Acompanhamento da implementação técnica e fiscal

A Reforma Tributária inaugura uma nova lógica fiscal no Brasil — e para as empresas de tecnologia, não entender os impactos agora pode significar prejuízo real em curto prazo.

Quem se antecipa com clareza técnica, transforma o desafio em vantagem.

Fale com a Exacon e prepare seu negócio com quem entende de tecnologia, estratégia e tributação.
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