A promulgação da Lei Complementar 214/2025 marcou o início de uma nova era tributária no Brasil, com a substituição de cinco tributos por dois novos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Esses tributos seguem a lógica do IVA (Imposto sobre Valor Agregado), já adotada em mais de 170 países. Mas com uma diferença que está chamando atenção no mundo todo: o Brasil implementou o maior IVA do planeta.
Como assim, o maior IVA do planeta?
O novo sistema prevê alíquotas somadas que podem ultrapassar os 27%, considerando CBS (federal), IBS (estadual e municipal) e o Imposto Seletivo (em produtos específicos). Em comparação, a média global dos IVAs gira em torno de 19%, com variações moderadas. O modelo brasileiro, portanto, não só é mais complexo, com múltiplas camadas de arrecadação, como também mais oneroso em termos percentuais.
Por que isso importa para sua empresa?
Porque o impacto é direto sobre preço, margem, competitividade e fluxo de caixa.
No novo regime, erros de apuração e má gestão de créditos podem resultar em tributação cumulativa, o que vai totalmente contra o princípio do IVA. Além disso, o impacto será diferente para cada setor, o comércio e a indústria, que têm maior geração de créditos, podem se adaptar melhor. Já serviços e tecnologia, com menor acúmulo de insumos tributáveis, podem sofrer aumento real da carga tributária.
O maior IVA exige o maior cuidado
Não basta cumprir obrigações. É preciso fazer planejamento tributário detalhado, entender como os créditos se comportam em cada etapa da operação e revisar a precificação dos produtos e serviços. Com um IVA tão robusto, a margem de erro fica mínima.
5 pontos de atenção para quem atua no novo sistema tributário brasileiro:
- Revisar CFOPs e notas fiscais: a correta classificação fiscal é ainda mais crítica na era do IVA.
- Mapear geração e aproveitamento de créditos: entender de onde vêm e para onde vão os tributos.
- Adequar sistemas e ERPs: automação será essencial para lidar com a complexidade.
- Avaliar impacto contratual: cláusulas de reajuste, preço e repasse de tributos precisarão ser revistas.
- Buscar orientação especializada: entender o regime é estratégico, não apenas contábil.
Oportunidade disfarçada
Apesar dos desafios, o maior IVA do planeta também pode ser um diferencial competitivo para quem se antecipa. Empresas que estruturarem sua gestão fiscal de forma inteligente poderão recuperar mais créditos, tomar decisões com base em dados e se posicionar melhor no mercado.
Como a Exacon pode ajudar
Na Exacon, não apenas interpretamos a legislação. Traduzimos esse conhecimento em ações práticas e seguras para sua empresa. Da análise de impacto à implementação de novos processos e treinamentos de equipe, atuamos como seu braço estratégico na transição para o novo sistema tributário.
Conclusão
O Brasil agora tende a ter o maior IVA do mundo, e isso muda tudo. Quem não se adapta corre o risco de comprometer competitividade e lucratividade. Quem entende e se prepara, transforma a complexidade em vantagem.