Já pensou pedir uma pizza para o jantar, em um aplicativo de delivery, e ela ser entregue por um drone? Pois é, esta tecnologia está se tornando uma realidade no Brasil. Os testes iniciaram ainda em 2020 e, em janeiro de 2022, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) concedeu a primeira autorização para entregas comerciais feitas por aeronaves controladas remotamente no país.
O uso de drones na entrega de mercadorias está revolucionando a logística e o comércio eletrônico, em todo o mundo. Empresas de tecnologia e gigantes do e-commerce estão investindo pesado no desenvolvimento dessa tecnologia, vislumbrando um futuro onde drones possam tornar as entregas mais rápidas, eficientes e acessíveis.
Um dos principais benefícios do uso dessa ferramenta é a significativa redução no tempo de entrega. Drones podem evitar congestionamentos urbanos e seguir rotas em linhas retas, permitindo que produtos cheguem ao destino em questão de minutos, em vez de horas ou dias. Ademais, eles podem facilmente acessar áreas inacessíveis por outros tipos de veículos, como ilhas, regiões montanhosas ou locais afetados por desastres naturais, garantindo entregas mesmo em situações adversas.
Embora o investimento inicial nesta tecnologia seja alto, os custos operacionais tendem a ser menores a longo prazo. Pois, os drones são controlados remotamente e eliminam a necessidade de mão-de-obra humana, dispensando motoristas, motoboys ou entregadores. Por serem elétricos, substituem os veículos tradicionais, reduzindo despesas com combustível, manutenção e pessoal. Além disso, a automação das entregas pode diminuir significativamente os custos logísticos.
Contudo, mesmo com o avanço da tecnologia e com as inúmeras possibilidades existentes, as entregas com drones enfrentam alguns desafios. Entre os principais, estão as limitações em termos de capacidade de carga e autonomia de voo. A maioria desses equipamentos comerciais pode transportar apenas cargas leves e tem um alcance limitado, o que restringe o tipo e a quantidade de mercadorias que podem ser entregues.
Já para a integração de drones na cadeia logística existente requer infraestrutura adequada, como áreas de pouso e sistemas de recarga. Além disso, é preciso regulamentar o espaço aéreo para essas aeronaves. Autoridades de aviação civil em todo o mundo estão desenvolvendo diretrizes para garantir a segurança dessas operações, a fim de evitar colisões e garantindo que esses dispositivos não representem riscos para as pessoas.
Mesmo assim, o futuro das entregas realizadas por drones é bastante promissor, com inúmeras inovações e melhorias tecnológicas a caminho. Conforme a tecnologia avança, espera-se que eles sejam capazes de transportar cargas mais pesadas e cobrir distâncias maiores, aumentando ainda mais sua viabilidade.
O uso de Inteligência Artificial (IA) para navegação autônoma e otimização das rotas tende a aperfeiçoar o uso desses equipamentos. Ajudando principalmente a evitar obstáculos, selecionar rotas mais eficientes e garantir entregas precisas e seguras.
Com certeza, os drones estão redefinindo o conceito de transporte urbano.