De 2026 a 2033: o que muda na gestão tributária durante a transição da Reforma

A Reforma Tributária, instituída pela LC 214/2025, inicia sua fase de transição em 2026 e se estende até 2033. Ao longo desses sete anos, o sistema atual de tributação brasileira será gradualmente substituído por um novo modelo dual de IVA, com CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços). É um período que exige ajustes estratégicos, operacionais e tecnológicos para evitar riscos e capturar oportunidades.

 

O que muda e em que etapas

2026 – Fase piloto
O primeiro ano marca a fase de testes com alíquotas simbólicas: 0,9% para CBS e 0,1% para IBS. A cobrança é experimental e sem impacto financeiro real, mas obrigatória em obrigações acessórias e documentos fiscais eletrônicos. Permite testar sistemas e processos sem recolhimento efetivo.

2027 – Início da cobrança efetiva
Nesse ano, CBS substitui PIS, Cofins e IPI. O Imposto Seletivo também começa a ser cobrado sobre produtos nocivos à saúde ou ao meio ambiente. IBS segue com alíquota simbólica, mantendo o ritmo gradual da transição.

2029 a 2032 – Redução progressiva dos tributos antigos
ICMS e ISS são progressivamente extintos e substituídos pelo IBS. Em 2029, o IBS assume 10% da base; em 2030, 20%; em 2031, 30%; em 2032, 40%.

2033 – Implementação plena do novo modelo
Ano de conclusão da transição. CBS e IBS operam em plena capacidade e os tributos antigos são totalmente eliminados.

 

O que sua empresa precisa observar durante a transição

 

Operar com dois sistemas tributários simultaneamente
No período de transição, será necessário administrar obrigações e apuração em paralelo, modelo atual e irrupção gradual do modelo dual. Isso exige domínio contábil e fiscal profundos.

Alta pressão sobre sistemas e processos
Atualizações de ERP, adequações em emissão de notas fiscais eletrônicas (incluindo novos layouts), integração ao modelo de pagamento automático (split payment), e controle de crédito tributário passam a ser fundamentais.

Riscos de impacto no fluxo de caixa e precificação
Com alíquotas estimadas entre 25% e 30%, sem ajustes de price tracking, a margem de lucro pode diminuir significativamente. Planejamento antecipado é essencial.

Insegurança jurídica no início
Ainda há lacunas normativas a serem definidas em 2025 e início de 2026. Isso exige revisão contínua de obrigações acessórias, registros e procedimentos fiscais.

 

Como se preparar estrategicamente

  • Realizar diagnóstico completo da operação tributária atual
  • Simular cenários baseados na transição CBS/IBS ano a ano
  • Adaptar sistemas fiscais e ERP conforme cronograma da Reforma
  • Treinar equipes contábeis e fiscais para múltiplos regimes
  • Atualizar contratos com cláusulas de repasse e reajuste tributário

 

Conclusão

A transição de 2026 a 2033 é uma maratona tributária. Empresas que agirem com antecedência estarão preparadas para o novo contexto e evitarão surpresas. A Exacon está pronta para orientar nesse processo, oferecendo planejamento estratégico, suporte técnico e compliance fiscal em todas as fases da mudança.
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